Jane Austen, os historiadores e a pós-modernidade

Northanger Abbey em edição de 1943, coisa linda de Deus

“Portanto – disse a Srta. Tilney -, a senhorita crê que os historiadores não são felizes ao deixar sua imaginação voar. Eles demonstram possuí-la, mas não conseguem despertar o interesse. Eu gosto de História, e não me importo de aceitar o que é falso junto com o que é verdadeiro. Para descrever os fatos principais, eles buscam informações em registros e em outros livros que são tão confiáveis, creio eu, quanto qualquer coisa que não se passe diante de nossos próprios olhos. E quanto aos pequenos adornos aos quais se refere, são apenas adornos, e gosto deles como tal. Se um discurso for bem escrito, eu o lerei com prazer, não importa quem seja o autor. E leio com mais prazer ainda se tiverem sido produzidos pelo Sr. Hume e pelo Sr. Robertson do que se fossem as palavras genuínas de Caractacus, Júlio Agrícola ou Alfredo, o Grande.”

Jane Austen – Northanger Abbey

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9 pensamentos sobre “Jane Austen, os historiadores e a pós-modernidade

  1. Jane Austen sempre mostrando sua genialidade. Não li ainda essa obra em específico, mas as duas obras já lidas foram suficientes para me fazer ficar completamente apaixonada por ela.

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