Uma mãozinha para o Doutor – Eoin Colfer

colferFaz algum tempo que assisto a série Doctor Who. Comecei pela “série atual” (que começou em 2005) e ainda não consegui ver tudo da “série clássica”. Para os não whovians leitores do blog, vou tentar explicar um pouquinho melhor: a série Doctor Who foi criada em 1963 e foi ao ar até 1985 mais ou menos constantemente. Depois, a série retornou em 2005, que foi de onde comecei a assistir.

A série atual continua a história da série clássica, com os mesmo personagens (o Doutor, as companions, os Daleks, os Cybermen etc.) e a mesma dinâmica, é uma série família, que pode ser assistida no domingo de tarde, com o vovô e a netinha. E foi justamente a relação avô/neta que deu o tom do primeiro Doutor (William Hartnell, de 1963 a 1966) e sua primeira “companion”, Susan (Carole Ann).

Em 2013, para homenagear os 50 anos da série, a BBC preparou diversos presentes destinados aos whovians: o livro Doctor Who – The Vault, um almanaque sobre os 50 anos da série; o episódio especial; o filme sobre o início da série; e uma coletânea de 11 contos, escritos por 11 autores diferentes, tendo como personagem principal as 11 versões do Doutor. Agora em 2014, a Rocco está trazendo esse livro para o Brasil em seu formato original, 11 e-books separados e 1 livro físico ao final.

O primeiro conto, Uma mãozinha para o Doutor, foi escrito por Eoin Colfer. Cada versão (ou regeneração) do Doutor apresenta uma personalidade diferente e o primeiro Doutor é conhecido por seu lado rabugento. Colfer conseguiu se aproveitar muito bem disso para criar o seu primeiro Doutor, um viajante do tempo e espaço que se vê obrigado a entrar em contato com Aldridge, um cirurgião xing, para pedir uma nova mão. Mas para ir a esse encontro, o Doutor precisou deixar sua neta sozinha monitorando atividades suspeitas na Terra. Ao voltar do consultório-oficina de Aldridge, o Doutor não encontra Susan mas sim um feixe de luz com poderes soporíferos que leva humanos para uma nave espacial pirata.

Novamente Colfer consegue manter a personalidade do primeiro Doutor, ele é simples, rabugento e eficaz. A luta contra os piratas e o amor pela neta apresentam pontos bem característicos da série como a luta contra todas as probabilidades, o aspecto cômico que pode surgir do rabugento doutor, o amor pela neta e a necessidade de sempre fazer alguma coisa para melhorar aquele mundo, mesmo que seja fugir correndo. Muita gente achou que Colfer abusa um pouco da parcela cômica do primeiro Doutor, mas eu achei a história muito simpática e doce, uma homenagem mesmo para a série.

Para a série de e-books, Colfer fez esse vídeo bem simpático com um pouco da sua história, um pouco sobre o primeiro Doutor e um pouco sobre a paixão dos whovians. (Infelizmente, não achei o vídeo com legendas em português.)

  • Título original: A Big Hand for The Doctor
  • Tradução de Regiane Winarski
  • Editora: Rocco
  • Ano: 2013/2014
  • Páginas: 33

Para comprar: Saraiva | Kobo | Kindle

Os links de compra deste post renderão ao blog uma comissão em caso de venda efetuada.

*Esse livro foi enviado pela editora; não paguei nem recebi por ele, mas li e escrevi com muito carinho :)*

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2 pensamentos sobre “Uma mãozinha para o Doutor – Eoin Colfer

  1. Oi, Luara! Eu comecei a assistir Dr. Who no mês passado e estou gostando muito, apesar dos “defeitos especiais”…
    Beijo!

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